Quando o assunto é linfedema, a Fisioterapia é considerada padrão-ouro para tratamento deste problema, que chega a afetar cerca de 90 milhões de pessoas no mundo. Através do acompanhamento com um fisioterapeuta, podem ser priorizadas técnicas a fim de controlar o volume e a melhora da função do membro afetado.

Mas, apesar de ser um problema mais comum do que parece, você realmente sabe o que esse termo significa, na prática? Abaixo, nós explicamos melhor e incluímos possíveis sintomas, tratamentos e pequenos cuidados importantes.

Fisioterapia no linfedema

Linfedema: sintomas e tratamento

Caracterizado por acúmulo de linfa, líquido rico em proteínas, nos membros, o linfedema pode levar ao aumento do diâmetro do local onde há esta condição.

Dentre os sintomas, além do inchaço, estão a sensação de peso, dor, dificuldade de mobilidade, alterações na pele (mais ressecada ou mais grossa, tipo casca de laranja), assim como alterações sensoriais.

Enquanto algumas pessoas podem já nascer com a disfunção, devido a alterações anatômicas no vasos linfáticos (pouca quantidade ou vasos mais dilatados), outros pacientes podem desenvolver os chamados linfedemas secundários, normalmente associados a um trauma cirúrgico, principalmente em casos de pacientes que passaram pelo tratamento de câncer. Neste segundo caso, o linfedema pode surgir após dias ou até mesmo anos da cirurgia e dos tratamentos.

Atualmente, ainda não existe uma prevenção para esta condição, apenas o tratamento recomendado após o surgimento dos primeiros sinais e que costuma servir para o resto da vida.

No entanto, é importante que o volume do membro em que ocorre o linfedema seja acompanhado, de modo a ajustar o espaçamento das sessões de fisioterapia ou, então, até que o paciente possa realizar o manejo do linfedema sozinho, apenas com visitas periódicas para manutenção.

Relembramos, ainda, alguns pequenos cuidados aos quais deve-se estar atentos, em relação ao membro afetado:

Evite perfurações ou lesões de pele;
Cuide para que o membro se mantenha hidratado e proteja-o contra químicos e temperaturas elevadas;
Periodicamente e conforme orientação, realize drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo, exercícios prescritos por um fisioterapeuta, uso de taping linfático e/ou compressivo, assim como o uso de vestes linfáticas.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco e saiba como podemos te ajudar.

 

Referências

Wu, X., Liu, Y., Zhu, D., Wang, F., Ji, J., & Yan, H. (2021). Early prevention of complex decongestive therapy and rehabilitation exercise for prevention of lower extremity lymphedema after operation of gynecologic cancer. Asian journal of surgery, 44(1), 111–115. https://doi.org/10.1016/j.asjsur.2020.03.022

O’Toole, J. A., Ferguson, C. M., Swaroop, M. N., Horick, N., Skolny, M. N., Brunelle, C. L., … & Taghian, A. G. (2015). The impact of breast cancer-related lymphedema on the ability to perform upper extremity activities of daily living. Breast cancer research and treatment, 150(2), 381-388.

Dra. Kamilla Zomkowski

Fisioterapeuta CREFITO-10 208740/F Mestre em Fisioterapia - UDESC Especialista em Fisioterapia na Saúde da Mulher - ABRAFISM/COFFITO Docente do Curso de Fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina Laboratório Saúde da Mulher - LaSAM lattes: http://lattes.cnpq.br/6508269677020479 (48) 99914-4841