Popularmente conhecida como prisão de ventre, a constipação intestinal é um problema que afeta cerca de 16% da população, em especial as mulheres.
Fatores associados ao ciclo menstrual (progesterona), à menopausa, baixa ingestão de líquidos, má alimentação, alergias e/ou intolerâncias alimentares, disfunções do assoalho pélvico, maus hábitos intestinais (idas pouco frequentes ao banheiro), assim como a combinação de mais de um destes fatores podem levar ao problema de constipação.
Tratamento multidisciplinar
É preciso ter em mente que o tratamento para a constipação intestinal passa por diferentes profissionais a analisar o quadro clínico de modo conjunto, ou seja, trata-se de um processo multidisciplinar.
Desse modo, serão feitos os ajustes necessários à alimentação e à modificação de hábitos intestinais (nutricionista), bem como a resolução de disfunções do assoalho pélvico, através da fisioterapia.
No caso das disfunções de assoalho pélvico, muitas vezes relacionadas ao quadro de constipação intestinal, a dificuldade de relaxar a musculatura do períneo pode ser uma das principais causas, tratada pelo fisioterapeuta. Esse problema é chamado de anismo ou de contração paradoxal.
Além desses fatores, há ainda a disfunção comportamental, que consiste no hábito de adiar a evacuação durante o dia a dia. Este problema faz com que o reto (porção final do intestino) se dilate e demande maior volume de fezes para gerar o reflexo evacuatório.
Dentre os sintomas que caracterizam a constipação intestinal estão, portanto:
- Esforço em mais de 25% das evacuações
- Sensação de evacuação incompleta em 25% das evacuações
- Fezes ressequidas em mais de 25% das evacuações (Escala de Bristol 1 ou 2 – figura abaixo)
- Menos de 3 evacuações por semana (com ou sem outros sintomas de constipação)
Vale ressaltar que a presença de sangue nas fezes e a alternância de consistência podem indicar a ocorrência de algum problema mais grave. Nesse caso, é recomendada a realização de um exame clínico, a fim de descartar cânceres da região colorretal, bem como procurar um médico especialista em coloproctologia.
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Referências
OLIVEIRA, C. C. L. Fisiologia anorretal. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2010.
ABREU, Glícia Estevam de et al. Functional constipation and overactive bladder in women: a population-based study. Arquivos de gastroenterologia, v. 55, p. 35-40, 2018.


